quinta-feira, 22 de abril de 2010

Vem aí: Pedal Salvador - Aracajú

Ganhamos nossas primeiras bicicletas ainda crianças, e no meu caso não foi diferente... Naquela época a bike fazia parte do meu dia-a-dia, pois vivia em um povoado no interior do Recôncavo Baiano, chamado Nazaré de Jacuípe, distrito do município de São Sebastião do Pasé.

Pouco antes dos 18 anos os estudos me induziram a uma transição lenta e gradual para Salvador e, sem dar conta, a bike foi perdendo espaço na minha vida até que no ano de 2002 comprei uma bicicleta que um amigo havia montado anos antes e a partir daí, ela passou a ser meu transporte da Residência Universitária para a UFBA, num percurso de 11 a 15min, às vezes até 4 vezes por dia. Tempos bons aqueles...


Daí em diante não deixei mais a magrela sair da minha vida, mesmo depois de ter me formado e me mudado para uma área mais afastada do centro. Na verdade, esta adversidade passou a ser mais uma oportunidade para aumentar o tamanho da pedalada, pois o único local da cidade com cilcovia é a orla marítma e como não havia carro para levar a bicicleta, me juntei com Mônica (minha ex-patroa) e Marcelo e Felipe (dois primos que também são apaixonados pelo pedal) e passamos a ir para a ciclovia pedalando e percebemos que é possível sim, dividir espaço no trânsito, desde que com certa cautela. Com o tempo fomos nos orientando mais e nos especializando no assunto.




Inicialmente o pedal básico era de 20km, mas em seguida, fomos aumentando para 30, 45km e observamos que era possível visitar qualquer canto da cidade de bike, então resolvemos visitar os pontos turísticos da cidade e fazer um registro fotográfico das nossas atividades... Sem perceber entrávamos na carreira ciclo-turística!!


Como já fazíamos acampamentos, começamos a pensar na possibilidade de ir acampar de bicicleta em Praia do Forte no litoral norte baiano, distante 65km de nossas casas.
 

Na páscoa deste ano, Felipe e eu arrumamos nossas bagagens e fizemos a viagem de 150km em dois dias entre Salvador-Nazaré-Cruz das Almas (veja post relacionado a esta aventura na página principal) na companhia de Rui Barros, ciclo-turista que está viajando pelo mundo há aproximadamente um ano e meio e que conheci em Foz do Iguaçú em fevereiro, quando retornava ao Brasil após o mochilão pela América do Sul. Tempos depois Rui chegava a Salvador para conhecer a nossa "terrinha".


Agora estamos nos preparando para fazer nossa primeira viagem pelo litoral do nordeste, de Salvador a Aracajú. Serão 330km de pedal, onde pretendemos viver grandes aventuras  não só pedalando e sentindo a natureza de perto, mas também acampando em praias, pequenas localidades e vilas de pescadores. Assim acreditamos que iremos aprender mais sobre a vida e os costumes das pessoas que vivem ali.
Estamos providenciando os materiais necessários e  trabalhando em todos os sentidos para que tudo aconteça conforme esperamos.
Aguardem que estaremos sempre postando as novidades aqui, até o tão esperado dia "D"!!

Grande abraço!!

Alberto Jr.

















terça-feira, 20 de abril de 2010

Vem aí o Mochilão Austral!!

Agora nosso aventureiro está estudando para o "vestibular para pinguim"... O resultado?? Quem "suber", morre!!
Durante o último mochilão (janeiro a fevereiro de 2010) conheci muitos hermanos argentinos pela Bolívia e Perú, e quando eram informados que iria passar pelo norte do seu país, a grande maioria dava dicas de quais os lugares interessantes de se conhecer, e faziam convites fervorosos para visitar suas cidades e alguns  colocavam suas casas à disposição para hospedagem...

 
À medida em que o tempo passava e o final da aventura ficava evidente, percebi que o tempo que me restaria para visitar a Argentina era a milionésima parte do desejável para desbravar o que havia até mesmo no norte do país.
Quando finalmente cruzei a fronteira entre Villazón (Bolívia) e La Quiaca (Argentina), dei de cara com uma placa que indicavam 5.121km até Ushuaia (a cidade mais ao sul do planeta), na terra do fogo,  ou ainda, o Fim do Mundo!! A partir de então, não havia mais dúvidas sobre o próximo destino, tanto que, dias depois em Buenos Aires, comprei uma bota Salomon com goretex (indicada para ambientes com neve), para amaciá-la durante o ano e tê-la em "ponto de bala" no ano seguinte.


Dentre os lugares interessantes que gostaria de visitar na próxima expedição estão: Foz do Iguaçú,  Missiones, Asunción, Salta, Tucumán, Córdoba, Buenos Aires, Mendoza,  Uspallata, Bariloche, Perito Moreno, Ushuaia, Punta Arenas, Torres del Paine, Santiago, Los Andes e Valparaíso.

Desde que voltei para casa, passei a trabalhar neste novo projeto, seguindo o seguinte programa:

1- Trabalhar imediatamente para sanar as deficiências da última viagem, providenciando materiais (roupas, equipamentos, etc.) que não funcionaram adequadamente ou que fizeram falta e testá-los durante o ano para evitar surpresas desagradáveis na hora "H".

2- Estudar mais sobre a região a ser visitada, coisas como clima, cidades a serem visitadas e locais de interesse. Fazer um levantamento das atividades possíveis.

3- Verificar se existe ainda algum equipamento necessário para adquirir e testar.

4- Fazer uma avaliação de quanto tempo e dinheiro terei disponível e depois fazer reservas em passeios e parques a serem visitados. Montar um roteiro detalhado da aventura, com datas definidas.

5- Comprar passagens com pelo menos 2 meses de antecedência à data da viagem para obter bons descontos. e não esquecer de recarregar o cartão do mochileiro, o Visa Travel Money.


Alberto Jr.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

QUASE!!!

Quase…

Luis Fernando Veríssimo

 

 

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.

É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados.

Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance; para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.

Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você.

Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que lanejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

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